- Uso do solo predominante por quadra fiscal
1999
escala 1:100.000 (DWF), 1:200.000 (JPG) e 1:100.000 (PDF)
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* Para visualizar os mapas, consulte a seção Índice de Mapas



Apresentação


Bases de informação
O mapa de uso do solo predominante por quadra fiscal foi elaborado utilizando-se os dados de imóveis do Departamento de Rendas Imobiliárias - RI da Secretaria de Finanças - S.F., comumente chamado de TPCL - Cadastro Territorial e Predial, de Conservação e Limpeza, considerados dados mais adequados para se analisar a evolução do uso do solo do Município desde os anos 70, quando foram organizados de modo a poderem ser utilizados para fins de planejamento, e não apenas fiscais. Isso só se tornou possível pelo fato destes dados serem detalhados, oficiais e permanentemente atualizados e corrigidos. A base cartográfica utilizada foi o GEOLOG (layer das quadras fiscais do Município).

Métodos utilizados
O mapa do uso do solo predominante é uma representação dos dados de área construída do Cadastro Territorial e Predial – TPCL, tendo como base o layer de quadras fiscais, do GEOLOG, base cartográfica digital do Município de São Paulo.

A partir do cruzamento dos códigos de usos e padrões construtivos do TPCL, a Secretaria Municipal de Planejamento – SEMPLA, estabeleceu para ao presente trabalho, 15 classes de predominância para a área construída.

Esta predominância é estabelecida quando a área construída da classe de maior incidência, ultrapassar ou alcançar a 60% da área construída total da quadra. No caso das quadras não ocupadas ou minimamente ocupadas, a predominância é de terrenos vagos.

São classificadas como sem predominância, as quadras de uso misto, em que a área construída de cada uso existente é menor ou igual a 40% da área construída total da quadra.

Tem-se ainda um conjunto de quadras no GEOLOG para as quais não há informação no TPCL, como, por exemplo, é o caso das áreas públicas, que são classificadas como sem informação.

A SEMPLA, através de sua Coordenadoria de Política Imobiliária vem desenvolvendo, estudos para um melhor monitoramento do Uso do Solo no Município de São Paulo, que serviram de base também para publicações anteriores. Foram realizados ainda, estudos visando o aperfeiçoamento da metodologia utilizada e no cruzamento dos dados fiscais dos imóveis com os de outros cadastros como: zonas de uso do Zoneamento e população dos Distritos Municipais.

Outro avanço importante foi o georreferenciamento dos dados de uso do solo no GEOLOG, planta digital da cidade, que propiciou o mapeamento, quadra a quadra de indicadores como: coeficiente de aproveitamento e predominância de área construída por usos, de grande utilidade para o planejamento urbano.

RESULTADOS OBTIDOS

6.6.1 Aspectos gerais
O mapa de Uso do Solo (seção de mapas) constitui elemento essencial para o conhecimento dos condicionantes antrópicos da qualidade ambiental do Município.

O mapa de Regiões subdivide a cidade para uma melhor análise local.

Demandas de áreas verdes e de infra-estrutura de saneamento ambiental, assim como a qualidade do ar e da paisagem urbana são fatores que variam, entre as diversas localidades, em função do tipo de uso do solo e a intensidade de ocupação que elas apresentam.

Nesse sentido, o mapa de Uso do Solo contém as áreas da cidade onde o uso é mais intenso, ou seja, onde existe maior densidade de área construída por metro quadrado, a tipologia (horizontal e vertical) dessa ocupação, o padrão (baixo, médio e alto) das edificações e o tipo de uso (residencial, industrial, comércio e serviços etc); permitindo variadas abordagens e relações que possam subsidiar análises e diagnósticos para a elaboração de políticas de desenvolvimento globais ou mesmo setoriais.

Há que se observar que a área urbanizada coberta pelo Cadastro Territorial e Predial de Conservação e Limpeza – TPCL, utilizado para elaboração do presente mapa, compreende todas as quadras e imóveis (terrenos vazios e terrenos em construção) cadastrados pela Secretaria de Finanças do Município, conforme seus registros legais. Portanto, não cobrem os loteamentos clandestinos e/ou irregulares, nem as favelas, representando, dessa forma, a cidade “legal” e não a cidade “real”.

Entretanto no tema apresentado a seguir (Meio Físico e Ocupação Urbana, item 6.7) serão apresentadas informações acerca das ocupações precárias – favelas e loteamentos clandestinos – existentes no município, preenchendo ainda que de forma precária, as classes em branco apresentadas no mapa de uso do solo.

As 15 classes adotadas são as seguintes:

1. Uso Residencial Horizontal – Baixo Padrão,
2. Uso Residencial Horizontal - Médio e Alto Padrões,
3. Uso Residencial Vertical – Baixo Padrão,
4. Uso Residencial Vertical – Médio e Alto Padrões.
5. Uso Comercial e Serviços,
6. Uso Industrial e Armazéns,
7. Uso Residencial e Comercial / Serviços,
8. Uso Residencial e Industrial / Armazéns,
9. Uso Comercial / Serviços e Industrial / Armazéns,
10. Garagens,
11. Equipamentos de Uso Público,
12. Escolas,
13. Terrenos Vagos,
14. Outros Usos,
15. Sem predominância.

Esta classificação está descrita na legenda do mapa de Uso do Solo e cada quadra fiscal assume uma classe de predominância. Esta predominância é estabelecida quando a área construída da classe de maior incidência, ultrapassar ou alcançar a 60% da área construída total da quadra. No caso das quadras não ocupadas ou minimamente ocupadas, a predominância é de terrenos vagos.

São classificadas como sem predominância, as quadras de uso misto, em que a área construída de cada uso existente é menor ou igual a 40% da área construída total da quadra.

Tem-se ainda um conjunto de quadras no GEOLOG, base cartográfica digital, para as quais não há informação no TPCL, como por exemplo, as áreas públicas, que são classificadas como “sem informação”.

Para melhor identificar onde se localizam os fenômenos analisados, e dada a grande extensão do território do Município de São Paulo, o mesmo foi dividido em doze regiões identificadas pela sua posição geográfica em relação ao Centro (sentido horário): Centro (C), Norte (N) e Norte Extremo (NE); Leste (L) e Extremo Leste (LE); Sudeste (SE), Sudoeste (SO) e Oeste (O); Sul (SU), Sudoeste Extremo (SOE), Oeste Extremo (OE) e Sul Extremo (SUE).

Uso do solo e as atividades da cidade por região

Centro - A região Centro apresenta grande concentração de atividades ligadas ao comércio e serviços localizadas principalmente nas áreas do Centro Velho e Centro Novo, zona cerealista e madeireira e na região da Rua Oriente. Apresenta ainda grande incidência de quadras com uso misto residencial e comércio mais serviços, em uma faixa que vai da Bela Vista à Barra Funda, passando pela Vila Buarque.

Nota-se grande concentração de usos residenciais verticais de alto e médio padrão, principalmente na região de Cerqueira César, Bela Vista e Higienópolis. O uso misto comércio e serviços mais indústrias e armazéns, e o uso industrial, concentram-se ao longo dos trilhos da Ferrovia (RFFSA) em direção à Barra Funda.

Norte - As regiões Norte e Norte Extremo, limitadas pelo Rio Tietê e a Serra da Cantareira, apresentam grande diversidade de usos, com predominância do residencial horizontal, principalmente de médio e alto padrão. Nota-se que cresce a incidência de baixo padrão residencial em direção ao norte, nas franjas da Serra da Cantareira. Existe ainda uma grande concentração residencial vertical de médio e alto padrão no bairro de Santana ao norte do Campo de Marte.

Observa-se ainda uma grande incidência de atividades comerciais e de serviços, além de indústrias, ao longo de uma faixa que começa na Rodovia Anhanguera, percorre parte da Marginal do Rio Tietê e envolve a Rodovia Presidente Dutra que, apesar de não se constituir de muitas quadras, chama atenção pela extensão da área ocupada.

Os demais casos, principalmente o misto de comércio e serviços, indústria e armazéns com o residencial, encontram-se dispersos por toda a região. Observa-se ainda que o comércio e serviços apresentam uma discreta concentração em Santana, ao longo da linha do metrô e também em Vila Guilherme.

Oeste - A região Oeste apresenta uma grande concentração de usos residenciais com predominância do uso residencial horizontal de médio e alto padrão, correspondendo principalmente aos bairros do Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Boaçava e Pacaembu. Há também grande incidência de residências verticais de médio e alto padrão em Perdizes e Pompéia, com manchas em Pinheiros, Vila Madalena, Vila Leopoldina e Alto da Lapa.

Os usos associados à ocupação industrial se desenvolvem ao longo das marginais dos rios Tietê e Pinheiros e ocupam grande área. Os usos comerciais concentram-se principalmente nos centros de bairros como na Lapa, Vila Leopoldina, Pompéia e Água Branca, sendo observado o uso misto residencial mais comércio e serviços, disperso por toda a região exceto nas zonas estritamente residenciais. Destacam-se ainda nesta região três grandes equipamentos que são a Ceagesp, o Parque Villa Lobos e o Parque da Água Branca.

Contíguo à região Oeste, logo após o Rio Pinheiros, a região denominada Oeste Extremo apresenta grande diversidade de usos apesar de espacialmente concentrados. Assim, temos duas áreas industriais e comerciais, no Jaguaré e ao longo da Rodovia Raposo Tavares, entremeados por uma grande mancha residencial de padrão médio e alto, onde a ocupação horizontal e vertical se mesclam a usos mistos e pequenos núcleos comerciais. São os bairros do Butantã, Jardim Previdência, Parque dos Príncipes, Jardim Bonfiglioli, entre outros. Observa-se também na mesma região a incidência de quadras residenciais de baixo padrão, principalmente nas áreas mais próximas aos limites do Município e um grande equipamento que é a Cidade Universitária.

Sudoeste - A região Sudoeste apresenta grande concentração de usos residenciais de médio e alto padrão tanto horizontais como verticais, destacando-se o uso residencial horizontal, representado pelos bairros de Jardim Europa, Jardim Lusitânia, Indianópolis e Brooklin Novo. Os usos residenciais verticais concentram-se principalmente em Pinheiros, Jardim Paulista, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Vila Nova Conceição, Moema e Campo Belo.

O comércio e os serviços apresentam-se concentrados em áreas específicas como o centro de Pinheiros, parte do Itaim Bibi, ao longo das Ruas Tabapuã, João Cachoeira e Joaquim Floriano e cercanias, além de uma concentração linear ao longo da Av. Luís Carlos Berrini e centro de Moema. Pode-se destacar ainda uma incidência significativa do uso misto, comércio e serviço com residências principalmente ao longo dos principais corredores de tráfego da região.

Ultrapassando as barreiras naturais do Rio Pinheiros a região considerada Sudoeste Extremo apresenta a maior concentração de usos residenciais, tanto verticais como horizontais de todos os padrões construtivos. As edificações residenciais verticais localizam-se no Real Parque, junto a Avenida Giovanni Gronchi, Vila Sônia, Vila Andrade e altos do Panamby. Nota-se ainda a incidência de usos residenciais horizontais de baixo padrão na região de Campo Limpo.

Sul - A região Sul tem grande incidência de usos residenciais horizontais de médio e alto padrão concentrados nos bairros da Chácara Flora, Alto da Boa Vista, Brooklin Velho, Jardim Marajoara e outros. As grandes ocorrências do uso residencial vertical de médio e alto padrão dão-se nas bordas da ocupação horizontal de alto padrão principalmente na Vila Romano e Jardim Bela Vista, além da área de Vila Mascote.

Há uma grande concentração de usos comerciais e serviço nas Avenidas Santo Amaro e João Dias e no Centro de Santo Amaro ao redor do Largo 13. Nas antigas áreas industriais ao longo da Av. Marginal do Rio Pinheiros e Rua Verbo Divino estão surgindo novos edifícios comerciais e de serviços de alto padrão abrigando atividades voltadas à “Nova Economia”.

O uso industrial nesta região ocupa localizações tradicionais ao longo da Av. Marginal do Rio Pinheiros, principalmente nas áreas mais próximas às barragens das Represas Billings e Guarapiranga. Há ainda uma grande área vaga que corresponde ao antigo aterro sanitário de Santo Amaro.

O Sul Extremo apresenta alta incidência de usos residenciais principalmente horizontais de baixo padrão. Não se localizam grandes concentrações observando-se praticamente todos os usos dispersos pelo território.

Nota-se a concentração de atividades industriais ao redor do Largo do Socorro, e ao longo da Av. Guido Caloi, na região de Interlagos, entre as represas. Paralelamente à ocupação de alto padrão horizontal às margens da Av. Robert Kennedy, observa-se uma ocupação por residências horizontais de baixo padrão, em área de proteção aos mananciais. Esta ocupação é induzida principalmente pela consolidação da Avenida Teotônio Vilela e Estrada de Parelheiros. Observou-se ainda ao extremo sul do Município, algumas manchas dispersas de ocupação, principalmente de baixo padrão.

Sudeste - A região Sudeste apresenta grande predominância de ocupação residencial horizontal e vertical principalmente de médio padrão com a concentração de áreas verticalizadas na Aclimação, Chácara Klabin, Bosque da Saúde e Jabaquara associados a consolidação da linha Norte/Sul do Metrô. Há ainda uma pequena concentração de usos residenciais verticais junto ao Parque da Independência e em áreas próximas ao Museu Paulista.

Ao longo das Avenidas Ricardo Jafet e Jabaquara encontram-se as maiores concentrações de usos comerciais e de serviços além de pequenas concentrações destes usos no Ipiranga ao redor das Ruas Bom Pastor e Silva Bueno.

As tradicionais áreas industriais do Ipiranga concentram-se principalmente ao longo da Avenida do Estado, em direção à Santo André e, no início da Rodovia Anchieta. Observa-se ainda a grande incidência de equipamentos públicos e escolas além de duas grandes áreas ocupadas, uma pelo Parque do Estado e outra indicada como equipamento público que na verdade abriga a conhecida Favela de Heliópolis.

Leste - A região Leste compreende a área consolidada de ocupação residencial principalmente horizontal de médio padrão ao longo das Avenidas Radial Leste, Vereador Abel Ferreira e Prof. Luís Inácio de Anhaia Melo, onde começam surgir edificações residenciais verticais de médio e alto padrão principalmente nos bairros do Jardim Anália Franco, Tatuapé, ao longo da Avenida Paes de Barros e em parte da Penha.

Observa-se ainda uma grande incidência de usos industriais e misto, residência com indústrias, em áreas tradicionais como a Moóca e o Belém.

Pode-se dizer que esta região apresenta uma grande mistura de usos não sendo identificável nenhuma grande concentração de comércio e serviços. Nota-se apenas pequenas ocorrências destes usos no centro da Penha, ao redor da Praça Silvio Romero no Tatuapé, e ao longo da Av. Conselheiro Carrão, e vertical, com usos residenciais horizontais de médio e alto padrão e alguma concentração de usos verticais de médio e alto padrão. Nota-se ainda uma grande área de comércio e serviços correspondente a Finalmente a região Leste Extremo apresenta grande concentração de usos residenciais horizontais de baixo padrão, o Shopping Center Aricanduva e alguma ocupação por atividade industrial ao longo da Estrada do Pêssego e dispersa por toda a área.





Mapa - Regiões


Residencial horizontal baixo padrão


Residencial horizontal médio e alto padrões


Residencial vertical baixo padrão


Residencial vertical médio e alto padrões


Comercial e serviços


Industrial e armazéns


Residencial, industrial e armazéns


Comercial, serviços, industrial e armazéns


Equipamentos de uso público


Terrenos vagos


Sem predominância


Centro Velho


Lgo. da Concórdia


Cerqueira César


Barra Funda


Santana


Alto da Lapa


Pacaembú


Ceagesp


Cidade Universitária


Brooklyn


Campo Belo


Giovanni Gronchi


Panamby


Alto da Boa Vista


Aterro sanitário de Santo Amaro


Av. Robert Kennedy


Museu Paulista


Ipiranga


Parque do Estado


Favela Heliópolis


Radial Leste


Jardim Anália Franco


Usos residenciais horizontais de baixo padrão


Shopping Center Aricanduva


atlasambiental@prefeitura.sp.gov.br