- Mapa de Isotermas Aparentes da Superfície sobre Imagem Pancromática
03/09/1999
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- Temperatura Aparente da Superfície Alvo de Registro
03/09/1999
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- Unidades Climáticas Urbanas
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- Unidades Climáticas Naturais
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* Para visualizar os mapas, consulte a seção Índice de Mapas



Unidades climáticas


As Unidades Climáticas da cidade de São Paulo

As Unidades Climáticas Naturais
Segundo Tarifa & Armani 2000, o Município de São Paulo está inserido num contexto de terras altas (entre 720 a 850 metros predominantemente), chamado Planalto Atlântico.

A topografia deste planalto apresenta as mais variadas feições, tais como planícies aluviais (várzeas), colinas, morros e serras e maciços com as mais variadas orientações. A poucos quilômetros de distância (45km em média) encontra-se o Oceano Atlântico.

Esse quadro físico define um conjunto de controles climáticos que, em interação com a sucessão habitual dos sistemas atmosféricos, irão dar identidade aos climas locais, produzidos pelos encadeamentos de diferentes tipos de tempo. Dessa forma, o conceito de clima que conduziu o pensamento de todo este trabalho é aquele referente à “sucessão habitual dos estados atmosféricos (tipos de tempo) sobre um determinado lugar” (SORRE, 1934).

A grande vantagem deste conceito de clima sobre a definição clássica de Hann (1883) é o dinamismo que se atribuiu ao clima, dado pela sucessão habitual. Enquanto que para Hann o que definia o clima de um lugar era o estado médio da atmosfera (fenômeno estático e abstrato), o movimento e o encadeamento de tipos de tempo vinculam-se mais com a vida e com as práticas sociais e econômicas.

Climas de São Paulo
Os principais controles climáticos naturais para a definição dos climas locais e mesoclimas (unidades climáticas naturais) foram o Oceano Atlântico, a altitude e o relevo, com suas diferentes formas e orientações.

Conjugando-se todos estes controles definiu-se cinco climas locais, que foram subdivididos em meso ou topoclimas em função das diferentes características topográficas de cada clima local.

Tropical Úmido de Altitude do Planalto Atlântico - O primeiro clima local foi definido como Clima Tropical Úmido de Altitude do Planalto Atlântico (Unidade I) e ocupa, grosso modo, a área da Bacia Sedimentar de São Paulo, onde a urbanização se instalou primeiramente. Neste clima local foram definidos diferentes mesoclimas, a saber: (IA) os topos mais elevados dos maciços, serras e altas colinas; (IB) as colinas intermediárias, morros baixos, terraços e patamares; e (IC) as várzeas e baixos terraços.

Tropical Úmido Serrano da Cantareira – Jaraguá - O segundo clima local do Município de São Paulo foi definido como Clima Tropical Úmido Serrano da Cantareira – Jaraguá (II). Este clima foi subdividido em dois mesoclimas: (IIA1) os maciços e serras da face meridional da Cantareira e Jaraguá, onde está inserido o Parque da Cantareira, e (IIA2) os maciços e serras da face setentrional da Cantareira e Jaraguá, ocupando os topos voltados para a Bacia do Juquerí.

Tropical Úmido de Altitude do Alto Juquerí - A face Norte (setentrional) da Serra da Cantareira e do Pico do Jaraguá, nas vertentes que drenam para o Rio Juquerí (NW do Município), nas altitudes entre 720 a 800 metros foi definido um outro clima local, denominado Clima Tropical Úmido de Altitude do Alto Juquerí (III). Este clima local foi subdividido em dois mesoclimas, sendo (IIIA) referente aos morros e espigões do Alto Juquerí – Tietê e (IIIB) aos terraços e as várzeas do Vale do Juquerí.

Tropical Sub-oceânico Superúmido do Reverso do Planalto Altântico - Ao Sul da represa de Guarapiranga foi definido um outro clima local, denominado Clima Tropical Sub-oceânico Superúmido do Reverso do Planalto Altântico (IV), cuja principal característica é a maior proximidade com o oceano em relação aos outros três climas locais já analisados (I, II, III).

Este clima local (IV) foi subdividido em dois mesoclimas: (IVA) os morros e espigões elevados do Alto Pinheiros e Embú-Guaçu, e (IVB) morros e nascentes do Alto Pinheiros e Embú-Guaçu. Este segundo mesoclima (IVB) foi subdividido em dois topoclimas, (IVB1), referente aos próprios morros e nascentes, e o (IVB2), referente ao espelho d’água da represa Billings.

Tropical Oceânico Super-úmido da fachada Oriental do Planalto Atlântico - O último clima local definido para o Município de São Paulo foi denominado Clima Tropical Oceânico Super-úmido da fachada Oriental do Planalto Atlântico (V), sendo que ele foi subdividida em três mesoclimas a saber: (VA) serras e altos espigões da Fachada Oriental do Planalto Atlântico, (VB) morros, serras e escarpas do Alto Capivari-Monos, e (VC) escarpa oriental do Planalto Atlântico (Serra do Mar). Este clima local, bem como seus mesoclimas, tem sua característica fundamental definida pela máxima influência oceânica.

Mapa das unidades climáticas naturais - O mapa foi elaborado conjugando-se informações definidas como de controle climático natural: o Oceano Atlântico, a altitude e o relevo com suas diferentes formas e orientações. Foram definidos climas locais, que subdividiram-se em meso ou topoclimas em função das diferentes características de cada clima local.

As temperaturas apresentadas no mapa de unidades climáticas naturais referem-se a estimativas por regressão linear, utilizando-se o gradiente térmico vertical.

As Unidades Climáticas Urbanas
O município de São Paulo foi estruturado em quatro macro-unidades climáticas urbanas. Estas unidades podem ser consideradas como “homogêneas” para cada dimensão das relações entre os controles climáticos urbanos (uso do solo, fluxo de veículos, densidade populacional, densidade das edificações, orientação e altura das edificações, áreas verdes, represas, parques e emissão de poluentes) e os atributos (temperatura da superfície, do ar, umidade, insolação, radiação solar, qualidade do ar, pluviosidade, ventilação). Portanto, existe uma série de níveis e dimensões destas unidades hierarquizadas numa “rede” de relações que se definem no espaço (comprimento, altura, largura) e no tempo (sazonal, mensal, diário e horário).

Unidade Climática Urbana Central (I) - A Unidade Climática Urbana Central (I) tem uma identidade estruturada em um núcleo, representado pela letra A no Mapa 02, e seis Unidades Marginais ou periféricas ao núcleo, representadas pelas letras B, C, D, E, F, G.

De forma geral, o núcleo (A) abrange o centro histórico, a verticalização densa e contínua que se estende para a Zona Sul, passando pela Liberdade, Vila Mariana, até as proximidades com o Parque do Estado. Este sentido da verticalização corresponde aproximadamente à área de influência da linha Sul do Metrô. A transição deste núcleo parece ocorrer entre o Brooklin e a verticalização da Av. Luís Carlos Berrini. Para Norte, Leste e Oeste-Sudoeste a envoltória deste núcleo seriam as marginais, as várzeas e os terraços baixos urbanizados do Tietê, Pinheiros e Tamanduateí. Inclui-se neste núcleo o sistema de colinas e o espigão central, ocupado pelos principais corredores de trânsito, interligando os bairros verdes e os centros do poder econômico, industrial, comercial e de serviços da metrópole, concentrados nos canyons urbanos da Paulista e Faria Lima.

O principal controle climático da unidade IA se expressa pela alta densidade de edificações, pessoas, veículos e atividades. A forma urbana mais evidente são os “arranha-céus”, a verticalização. Mas qual seria hoje o conteúdo mais importante para o clima ou os climas deste núcleo? Sem dúvida, um dos mais graves é a poluição do ar. Os maiores corredores de tráfego da região metropolitana circundam esta unidade.

A somatória do fluxo diário das marginais (Tietê, Pinheiros) com o da Av. dos Bandeirantes e da Av. do Estado (Vale do Tamanduateí) contribuem diariamente para a passagem de mais de 1.200.000 veículos (CET, 1999) – calhas de tráfego pesado. Além deste volume enorme de emissões, todo o anel interno é composto de vias de trânsito com elevado volume e lentidão (velocidade) variável ao longo do dia e da noite.

Resultam, desta forma, fontes múltiplas e permanentemente móveis de elevada emissão de poluentes atmosféricos, cujos danos à saúde já foram discutidos anteriormente. Além deste fato, o “núcleo central” recebe das unidades periféricas (IB a G e da Unidade II) o transporte de gases e material particulado emitido por fontes industriais e pela circulação dos veículos.

A urbanização dos vales do Tietê, Tamanduateí e Pinheiros se deu em tempos diferenciados. A observação cuidadosa das várzeas e terraços destes rios guarda segredos, cria diferenças microclimáticas, mas hoje eles se assemelham climatologicamente como grandes bacias produtoras de toneladas de poluentes.

Os volumes de tráfego pesado fluem dia e noite e deixam nestes vales as maiores concentrações de poluentes de origem industrial e de veículos da metrópole. Entretanto, não apenas produzem, mas recebem diariamente grande fluxo de poluentes oriundos do ABCD (no caso principalmente o Tamanduateí). O vale do Pinheiros também recebe grande parte dos fluxos produzidos em Santo Amaro (de origem industrial e veicular) quando os ventos são de Sul-Sudeste, ou de Barueri-Osasco, sob regimes de ventos de noroeste (Unidade IB).

A ligação da Vergueiro com a Anchieta (antigo Caminho do Mar) passando por parte do Jabaquara, Saúde, Ipiranga até os limites com o Parque do Estado e São Caetano do Sul se constituem na Unidade Climática IC1.

A principal característica deste espaço urbano é o predomínio do residencial baixo (aqui considerado como casas ou edificações de 1 a 2 andares de classe média ou média baixa geralmente com cobertura de telhas de cerâmica de cor avermelhada).

Dentro deste espaço surgem “núcleos” ou novos centros de comércio e verticalização, cuja representação cartográfica não foi possível. Existem também, dentro deste padrão residencial baixo ou intermediário, um número significativo de edifícios ou prédios (de 3 ou mais pavimentos). Quando a extensão em área já alcança dimensões consideráveis foi possível criar sub-unidades.

A travessia do Rio Pinheiros a caminho da Zona Oeste (Raposo Tavares e Br116) entre altitudes que vão de 720m (Raia Olímpica da USP) à aproximadamente 800 metros, uma unidade climática privilegiada pelo verde. Principalmente aquele “verde” dos Bairros Cidade Jardim e Morumbi. As evidências são nítidas e claramente definidas se tratar de uma expansão dos bairros nobres e verdes (Unidade Climática ID1), onde a enorme área verde com densa arborização cria microclimas perfeitos para a reprodução da vida, tanto à nível biológico como social.

Entre a verticalização atual da Av. Luís Carlos Berrini até o contato (transição) para a zona industrial (Unidade IB4 já analisada) existe um “núcleo” adensado, quase um novo “clima urbano” independente do Bairro de Santo Amaro. Não estivesse ele dentro da metrópole sua identidade e relações seriam mais simples; no entanto, ele ainda mantém o caráter de uma temporalidade diferenciada e seu arranjo de formas e conteúdo ainda mostra esta evolução.

Possui um núcleo bem definido, comercial - residencial baixo (Unidade IE3) ao lado do industrial ou via de circulação (Marginal). Logo se passa mais ao longe, protegido pelo verde para a Chácara Santo Antônio, bairro verde residencial (Unidade IE3). No bairro verde a temperatura da superfície oscila entre 27 e 29ºC (setembro) ou de 27 a 30ºC (abril). A forte verticalização existente na Av. Luís Carlos Berrini, bem como uma extensa área de forma circular ao Sul da Chácara Santo Antônio define a Unidade topoclimática IE2.

A expansão urbana para o além Tamanduateí produziu bairros (Mooca, Tatuapé, Água Rasa, Carrão, Vila Formosa, Penha, Vila Matilde) com altíssima densidade de pessoas e porcentagem muito pequena de áreas verdes. A aridez reflete temperaturas altas nas superfícies edificadas (30 a 33ºC).

A forma urbana mostra uma homogeneidade considerável, tanto no forte aquecimento, na ausência do verde e na poluição atmosférica elevada, caracterizando um espaço urbano muito homogêneo nas transformações climáticas pelas práticas espaciais e sócio-econômicas. Assim, todo este território entre rios, cuja identidade já desapareceu, a metrópole determina novas leis, onde a produção e reprodução do espaço das pessoas e do clima é determinado pelo econômico, pelo valor de mercado e não de uso do território. Por isto, praticamente inexistem hoje parques, jardins, áreas verdes, campos de futebol, onde as mínimas necessidades fisiológicas ou vitais do corpo e da cultura possam ser alcançados. Todo este conjunto foi identificado como uma unidade mesoclimática urbana, denominada IF.

A Zona Norte ou Além Tietê se constitui climatologicamente em uma extensa faixa urbana com orientação Leste-Oeste. Alinhada estruturalmente pelo vale do Tietê, recebe permanentemente influências dos maciços serranos da Cantareira e do Jaraguá. Este extenso divisor de águas das bacias do Tietê – Juquerí (900 a 1.000 metros), e seu bloco de terras elevadas melhora a dispersão dos poluentes e altera os fluxos atmosféricos nos transportes verticais e horizontais na proximidade do solo (camada limite planetária).

A ocupação urbana, historicamente muito antiga (núcleos de Santana, Taipas, Pirituba) era pontual e acompanhava caminhos, vias, estradas de ferro (ingleses da ligação Santos - Jundiaí) e mais recentemente tem muita influência do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, Fernão Dias e da própria linha Norte do metrô paulistano. Assim, esta franja entre o Tietê e a Cantareira-Jaraguá hoje é um grande universo urbano, que certamente já criou inúmeros núcleos e sub-núcleos de diversos “climas urbanos”.

Os próprios nomes de alguns dos principais bairros da Zona Norte, tais como São Domingos, Jaraguá-Pirituba, Freguesia do Ó, Limão, Casa Verde, Santana, Vila Guilherme, Vila Maria, Tucuruvi, Jacanã, Tremembé, identifica lugares ontem (passado recente até a década de 1940-1960) associados às várzeas ou serras, hoje se identificam os nomes das pontes ou com a qualidade do ar dos bairros mais elevados, onde já se vende um clima com qualidade melhor.

Existe aí também uma relativa homogeneidade de ser uma área com tendência à um predomínio de casas residenciais de até 2 pavimentos (residencial baixo ou intermediário) intercalados por áreas com centros comerciais e de verticalização muito intensa. Este conjunto (Unidade IG) foi estruturada em 6 sub-unidades, de acordo com as variações do uso do solo, em combinação com a distribuição do campo térmico identificada pelo satélite.

O processo de favelização, com amontoamento de casebres e seres humanos, quase sem as mínimas condições ambientais para a reprodução da vida foi o principal critério adotado para a delimitação destas unidades.

A observação da realidade através do sobrevôo feito de helicóptero no dia 22-08-2000 deixou claro a importância de como são os microclimas dos “casebres” da periferia urbana da metrópole. Ora parecem desertos, unidades climáticas extremas, ora rios de lama, sujeira e inundações, ora calor insuportável, ora frio demais, poluição, asma, bronquite, pneumonia de milhões de seres humanos, trabalhadores, operários deste país. São estes os “climas urbanos”, ou seja, o calor extremo, evidente nas imagens de satélite, são substituídos por áreas termicamente mais “amenas” dos altos declives dos morros, ou pelo sombreamento dos fundos de vale.

Mudam-se os lugares, mas os “riscos” climáticos contra a vida são os mesmos nos morros mais elevados. As temperaturas e o aquecimento e as amplitudes térmicas são menores, mas os impactos pluviais são mais elevados e mais intensos, aliados às altas declividades, bem como à fragilidade da estrutura superficial (solo-rocha-relevo e tipo de ocupação) da paisagem, os riscos se tornam permanentes de perdas de vida.

As favelas e cortiços das várzeas e fundos de vale vão receber sazonal e rotineiramente, como se fizesse parte do cotidiano determinado pelo econômico, a inundação das casas e a proliferação de doenças daí advindas. Torna-se necessário compreender que mesmo as oscilações climáticas de pequena variabilidade (uma chuva habitual, uma onda de calor seguida por um tipo de tempo um pouco mais frio, etc.) são capazes de provocar danos à saúde ou às necessidades mínimas dos desempenhos do corpo e da mente para o trabalhar, estudar ou viver.

O clima, assim encarado, mostra suas “faces sociais” perversas, mas muito reais para mais de 2.500.000 de favelados desta cidade, ou mais de 600.000 encortiçados desta metrópole tão rica na sua produção de riqueza econômica e monetária, e tão pobre ou miserável na sua dignidade humana e social.

Portanto, os fenômenos climáticos devem ser redimensionados pelas práticas sociais e espaciais existentes em cada unidade climática, pois elas são representações da realidade urbana. Os efeitos e os danos provocados pelo clima (variabilidade, poluição, extremos, etc.) devem ser reavaliados em função de como cada classe social, ou cada segmento de uma classe (crianças, idosos, desnutridos) os recebem.

A “causa mortis” muitas vezes é do sistema circulatório ou do coração, mas o agravamento vem de uma totalidade, onde certamente a poluição do ar, o calor extremo, a falta de ventilação ou insolação, as enchentes, ou a ansiedade provocada por estes fatores são controles tão ou mais importantes que a “causa mortis” em si mesma. Mesmo assim, nas últimas décadas, os estudos de saúde pública indicam a morte por problemas relacionados com doenças respiratórias como a segunda causa.

A discriminação fica tão evidente que mesmo a rede de monitoramento da CETESB deixa este fato bem claro; só existe uma estação em funcionamento nesta macro-unidade Climática Periférica (Unidade II), ou seja, em São Miguel Paulista, e mesmo assim, sua localização específica não é representativa da área dominada pela favelização.

As áreas críticas do ponto de vista climático são aquelas, onde além do péssimo conforto térmico do ambiente interno, se alia o risco de deslizamento por impactos de chuva concentrados, principalmente na primavera-verão e, eventualmente, até no outono. Os morros, altos espigões e cristas dos bairros Vila Brasilândia e Nova Cachoeirinha são assustadores na sua beleza cênica do entardecer de luzes e vida agitada, mas devem ser muito piores em dias e dias de chuva forte de verão, quando os morros e as casas quase despencam; ou nos tipos de tempo frios de chuva fina e gelada de outono-inverno. Descobre-se rapidamente que a beleza do urbano pobre no morro tem seu lado triste e muitas vezes “trágico”.

Mapa das unidades climáticas urbanas - O mapa das unidades climáticas urbanas é resultado da sobreposição de diversas camadas de informação mapeadas, dentre elas a temperatura aparente da superfície - revelada pela imagem processada da banda termal do satélite Landsat 7 -, a presença ou ausência de cobertura vegetal, o uso do solo predominante, padrões de apropriação do espaço urbano (adensamento, verticalização, etc), concentração de tráfego, etc.

Sua interação com os diversos aspectos que compõem o clima, permitiu identificar, com o auxílio das respostas termais observadas na imagem satelitar, um grande número de unidades espaciais resultantes da sinergia provocada pelos efeitos da ação antrópica na configuração de variados microclimas na cidade de São Paulo.

Não por acaso, tal mapa apresenta-se muito mais fragmentado que as unidades climáticas naturais e traz agregada uma vasta legenda com informações sobre as diversas características que compõem cada uma dessas unidades urbanas.

As temperaturas apresentadas no mapa de unidades climáticas naturais referem-se a estimativas por regressão linear, utilizando-se o gradiente térmico vertical.





Controles climáticos


Unidades climáticas naturais


Unidades climáticas urbanas


As unidades climáticas urbanas do MSP (relatório completo no formato PDF)


atlasambiental@prefeitura.sp.gov.br